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Peixes
Período fóssil: Cambriano Médio–Recente
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Peixes de várias espécies
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| Classificação científica |
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| Grupos incluídos |
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| Grupos excluídos |
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Os
peixes são
animais vertebrados,
aquáticos, tipicamente
ectotérmicos, que possuem o
corpo fusiforme, os
membros transformados em
barbatanas ou nadadeiras (ausentes em alguns grupos) sustentadas por
raios ósseos ou
cartilaginosos, guelras ou
brânquias com que
respiram o
oxigénio dissolvido na
água (embora os
dipnóicos usem
pulmões) e, na sua maior parte, o corpo coberto de
escamas.
1 2
Os peixes são recursos importantes, principalmente como alimento, mas também são capturados por
pescadores recreativos, mantidos como animais de estimação, criados por
aquaristas, e expostos em
aquários públicos. Os peixes tiveram um papel importante na cultura através dos tempos, servindo como divindades, símbolos religiosos (ver
ichthys), e como temas de arte, livros e filmes.
3
Uma vez que o "peixe" é definido negativamente, e exclui os
tetrápodes (ou seja, os
anfíbios,
répteis, aves e
mamíferos) que são descendentes da mesma origem, é um agrupamento
parafilético, não considerado adequado na biologia sistemática. A classe
Pisces, de
Lineu é considerada tipológica, mas não
filogenética.
3
Os primeiros organismos que podem ser classificados como peixes eram
cordados de corpo mole que apareceram pela primeira vez durante o
período
Cambriano.
4 Embora eles não tivessem uma verdadeira espinha dorsal, possuíam
notocórdio, que lhes permitiu serem mais ágeis do que os
invertebrados marinhos. Os peixes continuaram a evoluir durante o
Paleozoico, diversificando-se em uma grande variedade de formas.
3
Classificação
No uso comum, o termo peixe tem sido frequentemente utilizado para descrever um
vertebrado aquático com brânquias,
membros,
se presentes, na forma de nadadeiras, e normalmente com escamas de
origem dérmica no tegumento. Sendo este conceito do termo "peixe"
utilizado por conveniência,
5
e não por unidade taxonômica, porque os peixes não compõem um grupo
monofilético, já que eles não possuem um ancestral comum exclusivo. Para
que se tornasse um grupo monofilético, os peixes deveriam juntar os
Tetrápodes.
6
Os peixes são tradicionalmente divididos nos seguintes grupos:
Em vista desta
diversidade, os
zoólogos não mais aceitam a antiga
classe Pisces em que
Lineu os agrupou, como se pode ver na classificação dos
Vertebrados.
Abaixo apresentam-se detalhes da classificação atualmente aceita.
4
Importância dos peixes
Por vezes, usa-se a palavra peixe para designar vários animais aquáticos (por exemplo na palavra
peixe-mulher para designar o
dugongo). Mas a maior parte dos organismos aquáticos muitas vezes designados por "peixe", incluindo as
medusas (águas-vivas), os
moluscos e
crustáceos e mesmo
mamíferos muito parecidos com os peixes como os
golfinhos, não são peixes.
7
Os peixes encontram-se em praticamente todos os
ecossistemas aquáticos, tanto em
água doce como em
água salgada, desde a água da praia até às grandes profundezas dos
oceanos (ver
biologia marinha). Mas há alguns lagos hiper-salinos, como o Grande Lago Salgado, nos
Estados Unidos da
América do Norte onde não vivem peixes.
8
Os peixes têm uma grande importância para a humanidade e desde tempos imemoriais foram
pescados para a sua alimentação. Muitas espécies de peixes são criadas em condições artificiais (ver
aquacultura), não só para alimentação humana, mas também para outros fins, como os
aquários.
9
Há algumas
espécies perigosas para o
homem, como os
peixes-escorpião que têm espinhos venenosos e algumas espécies de
tubarão, que podem atacar pessoas nas praias. Muitas espécies de peixes encontram-se ameaçadas de
extinção, quer por
pesca excessiva, quer por deterioração dos seus
habitats.
10
O ramo da
zoologia que estuda os peixes do ponto de vista da sua posição
sistemática é a
ictiologia. No entanto, os peixes são igualmente estudados no âmbito da
ecologia, da
biologia pesqueira, da
fisiologia e doutros ramos da
biologia.
10
Ecologia dos peixes
Classificação ecológica
Arenque,
Clupea harengus - esta espécie já foi considerada pelo
Guinness Book of Records como a mais numerosa entre os peixes; com a pesca excessiva, este peixe do norte do
Oceano Atlântico já não tem os níveis populacionais de outrora.
Uma forma de classificar os peixes é segundo o seu
comportamento relativamente à região das águas onde vivem; este comportamento determina o papel de cada grupo no
ambiente aquático:
10
- pelágicos (do latim pelagos, que significa o "mar aberto") – os peixes que vivem geralmente em cardumes, nadando livremente na coluna de água; fazem parte deste grupo as sardinhas, as anchovas, os atuns e muitos tubarões.11
- demersais – os que vivem a maior parte do tempo em associação com o substrato, quer em fundos arenosos como os linguados, ou em fundos rochosos, como as garoupas. Muitas espécies demersais têm hábitos territoriais e defendem o seu território activamente – um exemplo são as moreias, que se comportam como verdadeiras serpentes aquáticas, atacando qualquer animal que se aproxime do seu esconderijo.12
- batipelágicos – os peixes que nadam livremente em águas de grandes profundidades (zona batial).
- mesopelágicos – espécies que fazem grandes migrações
verticais diárias, aproximando-se da superfície à noite e vivendo em
águas profundas durante o dia. Exemplo deste grupo são os
peixes-lanterna.12
Hábitos alimentares
Órgãos: 1. Fígado, 2. Bexiga de gás, 3. Ovas, 4. Cecos pilóricos, 5. Estômago, 6. intestino.
Os peixes
pelágicos de pequenas dimensões como as
sardinhas são geralmente
planctonófagos, ou seja,
alimentam-se quase passivamente do
plâncton disperso na água,
13 que
filtram à medida que "respiram", com a ajuda de
branquispinhas, que são excrescências
ósseas dos
arcos branquiais (a estrutura que segura as brânquias ou guelras).
3
Algumas espécies de maiores dimensões têm também este hábito alimentar, incluindo algumas
baleias (que não são peixes, mas
mamíferos) e alguns
tubarões como os zorros (género
Alopias).
13 Mas a maioria dos grandes peixes pelágicos são
predadores ativos, ou seja, procuram e capturam as suas presas, que são também
organismos pelágicos, não só peixes, mas também
cefalópodes (principalmente
lulas),
crustáceos ou outros.
14
Os peixes
demersais podem ser predadores, mas também podem ser
herbívoros, que se alimentam de plantas aquáticas,
detritívoros, ou seja, que se alimentam dos restos de animais e plantas que se encontram no substrato, ou serem
comensais de outros organismos, como a
rémora que se fixa a um
atum
ou tubarão através dum disco adesivo no topo da cabeça e se alimenta
dos restos de comida que caem da boca do seu hospedeiro (normalmente um
grande predador), ou mesmo
parasitas de outros organismos.
13
Alguns peixes
abissais e também alguns
neríticos, como os
diabos (família
Lophiidae) apresentam excrescências, geralmente na cabeça,
15
que servem para atrair as suas presas; essas espécies costumam ter uma
boca de grandes dimensões, que lhes permitem comer animais maiores que
eles próprios. Numa destas espécies, o
macho é parasita da
fêmea, fixando-se pela boca a um
tentáculo da sua cabeça.
16
Hábitos de reprodução
A maioria dos peixes é
dióica,
ovípara, fertiliza os
óvulos externamente e não desenvolve
cuidados parentais. Nas espécies que vivem em
cardumes, as fêmeas
desovam nas próprias águas onde os cardumes vivem e,
17 ao mesmo tempo, os
machos libertam o
esperma na água, promovendo a
fertilização. Em alguns peixes
pelágicos, os
ovos flutuam livremente na água – e podem ser comidos por outros organismos, quer
planctónicos, quer
nectónicos; por essa razão, nessas espécies é normal cada
fêmea libertar um enorme número de óvulos.
17
Noutras espécies, os ovos afundam e o seu desenvolvimento realiza-se
junto ao fundo – nestes casos, os óvulos podem não ser tão numerosos,
uma vez que são menos vulneráveis aos
predadores.
3
No entanto, existem excepções a todas estas características e neste artigo referem-se apenas algumas. Abaixo, na secção
Migrações encontram-se os casos de
espécies que se
reproduzem na
água doce, mas crescem na
água salgada e vice-versa.
17
Em termos de separação dos
sexos, existem também (ex.: família
Sparidae, os
pargos) casos de
hermafroditismo
e casos de mudança de sexo - peixes que são fêmeas durante as primeiras
fases de maturação sexual e depois se transformam em machos (
protoginia) e o inverso (
protandria).
18
Os
cuidados parentais, quando existem, apresentam casos curiosos. Nos
cavalos-marinhos (género
Hypocampus), por exemplo, o macho recolhe os ovos
fecundados e
incuba-os numa bolsa
marsupial. Muitos
ciclídeos (de que faz parte a
tilápia) e algumas espécies de
aquário endémicas do
Lago Niassa (também conhecido por Lago Malawi, na fronteira entre
Moçambique e o
Malawi) guardam os filhotes na boca, quer do macho, quer da fêmea, ou alternadamente, para os protegerem dos predadores.
17
Refere-se acima que a maioria dos peixes é ovípara, mas existem também espécies
vivíparas e
ovovivíparas, ou seja, em que o
embrião se desenvolve dentro do
útero materno. Nestes casos, pode haver fertilização interna - embora os machos não tenham um verdadeiro
pênis, mas possuem uma estrutura para introduzir o esperma dentro da fêmea. Muitos destes casos encontram-se nos
peixes cartilagíneos (tubarões e raias), mas também em muitos peixes de água doce e mesmo de
aquário.
Hábitos de repouso
Os peixes não dormem. Eles apenas alternam estados de vigília e
repouso. O período de repouso consiste num aparente estado de
imobilidade, em que os peixes mantêm o equilíbrio por meio de movimentos
bem lentos.
Como não têm pálpebras, seus olhos ficam sempre abertos. Algumas
espécies se deitam no fundo do mar ou no rio, enquanto os menores se
escondem em buracos para não serem comidos enquanto descansam.
3
Migrações
Muitas espécies de peixes (principalmente os
pelágicos) realizam
migrações regularmente, desde migrações diárias (normalmente verticais, entre a superfície e águas mais profundas),
19
até anuais, percorrendo distâncias que podem variar de apenas alguns
metros até várias centenas de quilómetros e mesmo plurianuais, como as
migrações das
enguias.
20
Na maior parte das vezes, estas migrações estão relacionadas ou com a reprodução ou com a
alimentação (procura de locais com mais alimento).
21 Algumas espécies de
atuns migram anualmente entre o norte e o sul do
oceano, seguindo
massas de água com a
temperatura ideal para eles.
22
Os peixes migratórios classificam-se da seguinte forma:*
23 24
- diádromos – peixes que migram entre os rios e o mar;24
- anádromos – peixes que vivem geralmente no mar, mas se reproduzem em água doce;24
- catádromos – peixes que vivem nos rios, mas se reproduzem no mar;24
- anfídromos – peixes que mudam o seu habitat de água doce para salgada durante a vida, mas não para se reproduzirem (normalmente por relações fisiológicas, ligadas à sua ontogenia);24
- potamódromos – peixes que realizam as suas migrações sempre em água doce, dentro dum rio ou dum rio para um lago; e
- oceanódromos – peixes que realizam as suas migrações sempre em águas marinhas, como os atuns.24
Os peixes anádromos mais estudados são os
salmões
(ordem Salmoniformes), que desovam nas partes altas dos rios, se
desenvolvem no curso do rio e, a certa altura migram para o oceano onde
se desenvolvem e depois voltam
ao mesmo rio onde nasceram para se reproduzirem.
25
Muitas espécies de salmões têm um grande valor económico e cultural, de
forma que muitos rios onde estes peixes se desenvolvem têm barragens
com passagens para peixes (chamadas em inglês "fish ladders" ou "escadas
para peixes"), que lhes permitem passar para montante da
barragem.
26
O exemplo mais bem estudado de catadromia é o caso da
enguia europeia que migra cerca de 6000 km até ao
Mar dos Sargaços (na parte central e ocidental do
Oceano Atlântico) para desovar, sofrendo grandes metamorfoses durante a viagem; as
larvas, por seu lado, migram no sentido inverso, para se desenvolverem nos rios da Europa.
27
Camuflagem e outras formas de proteção
Alguns peixes se camuflam para fugirem de certos
predadores, outros para melhor apanharem as suas presas.
28 Algumas espécies de arraia, por outro lado, se escondem na
areia e podem mudar o tom da
pele, para suas presas não notarem sua presença no
ambiente.
29
Anatomia dos peixes
Anatomia interna
A - Nadadeira dorsal;
B - Raios da nadadeira;
C - Linha Lateral;
D - Rim;
E - Bexiga;
F - Aparelho de Weber;
G - Ouvido interno;
H - Cérebro;
I - Narinas;
L - Olhos;
M - Guelra
N - Coração;
O - Estômago;
P - Vesícula Biliar;
Q - Baço;
R - Órgãos sexuais internos;
S - Nadadeira ventral;
T - Coluna;
U - Nadadeira anal;
V - Nadadeira caudal.
Bexiga natatória
A
bexiga natatória é um
órgão que auxilia o peixe a manter-se a determinada profundidade através do controle da sua
densidade
relativamente à da água. É um saco de paredes flexíveis, derivado do
intestino que pode expandir-se ou contrair de acordo com a
pressão; tem muito poucos vasos
sanguíneos, mas as paredes estão forradas com cristais de
guanina, que a fazem impermeáveis aos gases.
30
A bexiga natatória possui uma
glândula que permite a introdução de gases, principalmente
oxigénio, na bexiga, para aumentar o seu volume.
31 Noutra região da bexiga, esta encontra-se em contacto com o sangue através doutra estrutura conhecida por "
janela oval",
através da qual o oxigénio pode voltar para a corrente sanguínea,
baixando assim a pressão dentro da bexiga natatória e diminuindo o seu
tamanho.
30
Nem todos os peixes possuem este órgão: os
tubarões controlam a sua posição na água apenas com a
locomoção e com o controle de densidade de seus corpos, através da quantidade de óleo em seu fígado; outros peixes têm reservas de
tecido adiposo para essa finalidade.
30
A presença de bexiga natatória traz uma desvantagem para o seu
portador: ela proíbe a subida rápida do animal dentro da coluna de água,
sob o risco daquele órgão rebentar.
31
A denominação bexiga natatória foi substituída por
vesícula gasosa.
31
Anatomia externa
Para além de mostrar diferentes adaptações
evolutivas dos peixes ao meio aquático,
32 as características externas destes animais (e algumas internas, tais como o número de
vértebras) são muito importantes para a sua classificação
sistemática.
33
Forma do corpo
A forma do corpo dos peixes "típicos" – basicamente
fusiforme – é uma das suas melhores adaptações à locomoção dentro de água.
34 A maioria dos peixes
pelágicos (ver acima), principalmente os que formam
cardumes activos, como os
atuns, apresentam esta forma "típica".
35
No entanto, há bastantes variações a esta forma típica, principalmente entre os
demersais e nos peixes
abissais (que vivem nas regiões mais profundas dos oceanos).
35 Nestes últimos, o corpo pode ser
globoso e apresentar excrescências que servem para atrair as suas
presas.
21
A variação mais dramática do corpo dos peixes encontra-se nos
Pleuronectiformes, ordem a que pertencem os
linguados e as
solhas.
36 Nestes animais, adaptados a viverem escondidos em fundos de
areia, o corpo sofre
metamorfoses durante o seu desenvolvimento
larvar, de forma que os dois
olhos ficam do mesmo lado do corpo – direito ou esquerdo, de acordo com a
família.
35
Muitos outros peixes
demersais têm o corpo achatado
dorsiventralmente para melhor se confundirem com o fundo. Alguns, como os
góbios, que são peixes muito pequenos que vivem em
estuários, têm inclusivamente as
nadadeiras ventrais transformadas num
botão adesivo, para evitarem ser arrastados pelas correntes de
maré.
35
Os
Anguilliformes (
enguias, congros e
moreias) têm o corpo "anguiliforme", ou seja em forma de
serpente, assim como algumas outras
ordens de peixes.
37
Nadadeiras
As diversas estruturas da nadadeira
As
barbatanas ou
nadadeiras são os
órgãos de
locomoção dos peixes.
37 São extensões da
derme (a camada profunda da
pele) suportadas por
lepidotríquias, que são
escamas modificadas e funcionam como os
raios das rodas de
bicicleta.
38 Por essa razão, chamam-se
raios os que são flexíveis, muitas vezes
segmentados e |ramificados, ou
espinhos, quando são rígidos e podem ser ocos e possuir um canal para a emissão de
veneno.
39
Os números de espinhos e raios nas nadadeiras dos peixes são importantes caracteres para a sua classificação, havendo mesmo
chaves dicotómicas para a sua identificação em que este é um dos principais factores.
37
Tipicamente, os peixes apresentam os seguintes tipos de nadadeiras:
- uma nadadeira dorsal40
- uma nadadeira anal;40
- uma nadadeira caudal;40
- um par de nadadeiras ventrais (ou nadadeiras pélvicas);40
- um par de nadadeiras peitorais.40
Apenas as nadadeiras pares têm relação
evolutiva com os membros dos restantes
vertebrados.
37
Algumas ou todas estas nadadeiras podem faltar ou estar unidas - já
foi referida a transformação das nadadeiras peitorais dos góbios num
disco adesivo – mas as uniões mais comuns são entre as nadadeiras
ímpares, como a dorsal com a caudal e anal com caudal (caso de algumas
espécies de
linguados).
41
As nadadeiras têm formas e cores típicas em alguns grupos de peixes.
37
Para além da coloração do corpo, a forma e cor das nadadeiras são decisivas para os
aquaristas, de tal forma que chegam a ser produzidas variedades de
espécies com nadadeiras espectaculares, como o famoso
cauda-de-véu, uma variedade do
peixinho-dourado (
Carassius auratus).
42 43
Alguns grupos de peixes, para além da nadadeira dorsal com espinhos e raios (que podem estar separadas), possuem uma
nadadeira adiposa, normalmente perto da caudal. É o caso dos
salmões e dos peixes da família do
bacalhau (Gadídeos).
Escamas ou placas
A
pele dos peixes é fundamentalmente semelhante à dos outros
vertebrados, mas possui algumas características específicas dos animais aquáticos. O corpo dos peixes está normalmente coberto de
muco que, por um lado diminui a resistência da água ao movimento e, por outro, os protege dos inimigos.
44 Embora haja muitos grupos de peixes com pele nua, como as
enguias, a maior parte dos peixes tem-na coberta de
escamas que, ao contrário dos
répteis, têm origem na própria
derme.
45
Os peixes apresentam quatro tipos básicos de escamas:
- ciclóides, as mais comuns, normalmente finas, subcirculares e com a margem lisa ou finamente serrilhada;46
- ctenóides, também sub-circulares, mas normalmente rugosas e com a margem serrilhada ou mesmo espinhosa;47
- ganóides, de forma sub-romboidal e que podem ser bastante grossas como as dos esturjões; e salmões.46
- placóides, normalmente duras com um ou mais espinhos, de formas variadas.47
Alguns grupos de peixes têm o corpo coberto de placas ou mesmo uma armadura rígida, como o
peixe-cofre e os cavalos-marinhos. Esta armadura pode estar ornamentada com cristas e espinhos e apresenta fendas por onde saem as
nadadeiras.
Linha lateral
Um
órgão sensorial específico dos peixes é a
linha lateral, normalmente formada por uma fiada longitudinal de escamas perfuradas através das quais corre um canal que tem ligação com o
sistema nervoso; aparentemente, este órgão tem funções relacionadas com a
orientação, uma espécie de sentido do
olfacto através do qual os peixes reconhecem as características das
massas de água (
temperatura,
salinidade e outras).
45
Sistema nervoso e órgãos dos sentidos
Peixes têm
sistemas nervosos complexos e seu
cérebro é dividido em diferentes partes. O mais anterior, ou frontal, contém as
glândulas olfativas.
Diferente da maioria dos vertebrados, o cérebro do peixe primeiro
processa o senso do olfato antes de todas as ações voluntárias.
48
Os lobos óticos processam informações dos
olhos. O
cerebelo coordena os movimentos do corpo enquanto a
medula controla as funções dos órgãos internos.
49
Aproximadamente todos os peixes
diurnos possuem olhos bem desenvolvidos com
visão colorida. Muitos peixes possuem também
células especializadas conhecidas como quimioreceptores, que são responsáveis pelos
sentidos de
gosto e
cheiro.
50
A maioria dos peixes têm receptores sensitivos que formam o
sistema linear lateral, que permite aos peixes detectar correntes e vibrações, bem como o movimento de outros peixes e presas por perto (ver acima).
Em 2003, alguns cientistas
escoceses da
Universidade de Edimburgo descobriram que os peixes podem sentir
dor.
45 Um estudo prévio pelo
professor James D. Rose da
Universidade de Wyoming dizia que os peixes não podiam sentir dor porque eles não possuíam a parte
neocortexal do cérebro, responsável por tal sensação. Peixes como os
peixes-gato e
tubarões possuem órgãos que detectam pequenas
correntes elétricas. Outros peixes, como a
enguia elétrica, podem produzir sua própria
eletricidade.
51
Idade de um peixe
É possível saber a idade de um peixe através do exame dos seus
"ouvidos". Todos os peixes, com exceção dos tubarões e da arraias,
escondem nos ouvidos três pares de otólitos, que são concreções de
carbonato de cálcio que servem para a audição e para manter o equilíbrio
no meio líquido. O crescimento desses otólitos se faz por depósitos
concêntricos sucessivos, cuja espessura e a composição química variam
segundo o meio ambiente e a alimentação. Trata-sede um verdadeiro
"álbum" que retrata a vida do peixe. (1).
Preservação
A destruição do habitat
A
Lista Vermelha da IUCN
em 2006 nomeou 1.173 espécies de peixes que estão ameaçadas de
extinção. Incluem-se espécies como o bacalhau do Atlântico, Diabo Hole,
celacantos, e grandes tubarões brancos.
52
Porque os peixes vivem debaixo d'água são mais difíceis de estudar do
que os animais terrestres e plantas, e informações sobre as populações
de peixes é muitas vezes inexistente. No entanto, peixes de água doce
parecem particularmente ameaçados, porque eles vivem muitas vezes em
corpos d'água relativamente pequenos. Por exemplo, o Buraco do Demônio
tem apenas 6 metros (10 por 20 pés) para a piscina.
34 53
A chave do estresse sobre os ecossistemas de água doce é a degradação
do habitat, incluindo a poluição da água, a construção de barragens, a
remoção de água para uso por seres humanos,
54
e a introdução de espécies exóticas. Um exemplo de um peixe que se
tornou em perigo por causa da mudança de habitat é o esturjão pálido, um
peixe norte-americano de água doce que vive nos rios deteriorados pela
ação humana.
55
Pesca excessiva
A pesca excessiva é uma grande ameaça para peixes comestíveis, como o
bacalhau e o atum. pesca excessiva, eventualmente, provoca colapso da
população (conhecido como estoque), pois os sobreviventes não conseguem
produzir o suficiente para substituir aqueles removidos. Extinção
comercial Tal não significa que a espécie está extinta, mas apenas que
ele não pode mais sustentar uma pescaria.
39
Um exemplo bem estudado de um colapso da pesca é a sardinha do
Pacífico Sadinops pesca ao largo da costa da
Califórnia.
De um pico de 790.000 toneladas em 1937 a captura declinou para apenas
24.000 toneladas em 1968, após o qual a pesca já não era economicamente
viável.
41
A principal tensão entre a ciência da pesca e da indústria de pesca é
que os dois grupos têm opiniões diferentes sobre a resiliência da pesca
para a pesca intensiva. Em lugares como a
Escócia,
Terra Nova, e do
Alasca a indústria da pesca é um grande empregador, assim, os governos estão predispostos a apoiá-lo.
56
Por outro lado, cientistas e conservacionistas empurram para a proteção
rigorosa, alertando que muitas ações poderim ser dizimado dentro de
cinqüenta anos.
57
As espécies exóticas
Introdução de espécies não-nativas ocorreu em muitos habitats. Um dos
melhores exemplos estudados é a introdução da perca do Nilo no Lago
Vitória, na década de 1960.
58
A perca do Nilo gradualmente exterminada do lago de 500 espécies
endêmicas de ciclídeos. Alguns deles sobrevivem agora em programas de
reprodução em cativeiro, mas outros são provavelmente extinta.
Carp, snakeheads, tilápia, poleiro europeu, truta, truta arco-íris, e
lampreias marinhas são outros exemplos de peixes que têm causado problemas ao serem introduzidos em ambientes considerados alienígenas.
59
Classificação sistemática
A classificação simplificada no topo desta página é a mais próxima da utilizada por
Lineu, mas esconde algumas características importantes que fazem deste grupo dos "Peixes", um agregado de
espécies com diferentes aspectos
evolutivos. Por essa razão, as classificações mais recentes abandonaram alguns
taxa tradicionais:
A partir deste ponto, os estudos
evolutivos mostraram divergências:
O
taxon classe tem sido usado (e, na Wikipedia em inglês, encontramos vários exemplos) para vários
clades diferentes. Por essa razão, e até os
taxonomistas acordarem numa forma de
classificação científica consensual, devemos abster-nos de utilizar esse taxon. Os peixes, tanto espécies existentes como
fósseis, dividem-se pelos seguintes clades:
Dentro dos
vertebrados, consideram-se os clades
e mais sete grupos fósseis.
Dentro dos
Gnathostomata, são aceites os seguintes clades:
Dentro dos
Teleostomi
Dentro dos
Osteichthyes
Dentro desta classificação, os tradicionais taxa
Agnatha (peixes sem maxilas), Ostracodermi (formas fósseis sem maxilas) e
Cyclostomata (peixes sem maxilas, como as mixinas e
lampréias) não devem ser utilizados, uma vez que não são
monofiléticos60 .
Galeria
-
Ciclo de vida de peixes anádromos
-
-
Barco de pesca utilizado na pesca de cerco
-
Aquário tropical de água doce de biótopo típico da região do rio Amazonas.
-
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-
-
Notas e referências
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- Mas como eles se distribuem pelo planeta?. Página visitada em 18 de abril de 2012.
- Características, respiração, vida na água, espécies, reprodução, alimentação. Página visitada em 18 de abril de 2012.
- Os Peixes - Classificação e Características. Página visitada em 18 de abril de 2012.
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- Pesquisa mostra a importância dos peixes para florestas. Página visitada em 18 de abril de 2012.
- Peixes ornamentais são boa fonte de renda para criadores de MG. Página visitada em 18 de abril de 2012.
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- Nelson 2006, p. 2
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- ALIMENTAÇÃO DOS PEIXES. Página visitada em 18 de abril de 2012.
- Alimentação. Página visitada em 18 de abril de 2012.
- Como cuidar do meu Aquário - Iniciantes. Página visitada em 18 de abril de 2012.
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Ver também
Ligações externas